O Blog da Revista Expor é um projeto pedagógico que tem por objetivo oportunizar um espaço para a exposição e divulgação de ideias, conhecimentos ,informações, projetos,pesquisas, opiniões e produções textuais de alunos e professores da E.E Batista Renzi
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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Educação do Brasil

Espera-se que a educação no Brasil resolva, sozinha, os problemas sociais do país. No entanto, é preciso primeiro melhorar a formação dos docentes, visto que o desenvolvimento dos professores implica no desenvolvimento dos alunos e da escola.Ao propor uma reflexão sobre a educação brasileira, vale lembrar que só em meados do século XX o processo de expansão da escolarização básica no país começou, e que o seu crescimento, em termos de rede pública de ensino, se deu no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980.Com isso posto, podemos nos voltar aos dados nacionais:
O Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados (PISA). Mesmo com o programa social que incentivou a matrícula de 98% de crianças entre 6 e 12 anos, 731 mil crianças ainda estão fora da escola (IBGE). O analfabetismo funcional de pessoas entre 15 e 64 anos foi registrado em 28% no ano de 2009 (IBOPE); 34% dos alunos que chegam ao 5º ano de escolarização ainda não conseguem ler (Todos pela Educação); 20% dos jovens que concluem o ensino fundamental, e que moram nas grandes cidades, não dominam o uso da leitura e da escrita (Todos pela Educação). Professores recebem menos que o piso salarial (et. al., na mídia).
Frente aos dados, muitos podem se tornar críticos e até se indagar com questões a respeito dos avanços, concluindo que “se a sociedade muda, a escola só poderia evoluir com ela!”. Talvez o bom senso sugerisse pensarmos dessa forma. Entretanto, podemos notar que a evolução da sociedade, de certo modo, faz com que a escola se adapte para uma vida moderna, mas de maneira defensiva, tardia, sem garantir a elevação do nível da educação.
Logo, agora não mais pelo bom senso e sim pelo costume, a “culpa” tenderia a cair sobre o profissional docente. Dessa forma, os professores se tornam alvos ou ficam no fogo cruzado de muitas esperanças sociais e políticas em crise nos dias atuais. As críticas externas ao sistema educacional cobram dos professores cada vez mais trabalho, como se a educação, sozinha, tivesse que resolver todos os problemas sociais.
Já sabemos que não basta, como se pensou nos anos 1950 e 1960, dotar professores de livros e novos materiais pedagógicos. O fato é que a qualidade da educação está fortemente aliada à qualidade da formação dos professores. Outro fato é que o que o professor pensa sobre o ensino determina o que o professor faz quando ensina.
O desenvolvimento dos professores é uma precondição para o desenvolvimento da escola e, em geral, a experiência demonstra que os docentes são maus executores das ideias dos outros. Nenhuma reforma, inovação ou transformação – como queira chamar – perdura sem o docente.
É preciso abandonar a crença de que as atitudes dos professores só se modificam na medida em que os docentes percebem resultados positivos na aprendizagem dos alunos. Para uma mudança efetiva de crença e de atitude, caberia considerar os professores como sujeitos. Sujeitos que, em atividade profissional, são levados a se envolver em situações formais de aprendizagem.
Mudanças profundas só acontecerão quando a formação dos professores deixar de ser um processo de atualização, feita de cima para baixo, e se converter em um verdadeiro processo de aprendizagem, como um ganho individual e coletivo, e não como uma agressão.
Certamente, os professores não podem ser tomados como atores únicos nesse cenário. Podemos concordar que tal situação também é resultado de pouco engajamento e pressão por parte da população como um todo, que contribui à lentidão. Ainda sem citar o corporativismo das instâncias responsáveis pela gestão – não só do sistema de ensino, mas também das unidades escolares – e também os muitos de nossos contemporâneos que pensam, sem ousar dizer em voz alta, “que se todos fossem instruídos, quem varreria as ruas?”; ou que não veem problema “em dispensar a todos das formações de alto nível, quando os empregos disponíveis não as exigem”.
Enquanto isso, nós continuamos longe de atingir a meta de alfabetizar todas as crianças até os 8 anos de idade e carregando o fardo de um baixo desempenho no IDEB. Com o índice de aprovação na média de 0 a 10, os estudantes brasileiros tiveram a pontuação de 4,6 em 2009. A meta do país é de chegar a 6 em 2022 o processo de expansão da escolarização básica no Brasil só começou em meados do século XX.

                       Diferença na educação do Brasil em relação as outras do mundo

          O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores,  a  pesquisa foi encomendada à consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), pela Pearson, empresa que fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a vários países.
       Em primeiro lugar está a Finlândia, seguida da Coreia do Sul e de Hong Kong, os 40 países foram divididos em cinco grandes grupos de acordo com os resultados. Ao lado do Brasil, mais seis nações foram incluídas na lista dos piores sistemas de educação do mundo: Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia, México e Indonésia, país do sudeste asiático que figura na última posição.
       Os resultados foram compilados a partir de notas de testes efetuados por estudantes desses países entre 2006 e 2010. Além disso, critérios como a quantidade de alunos que ingressam na universidade também foram empregados.
       Para Michael Barber, consultor-chefe da Pearson, as nações que figuram no topo da lista valorizam seus professores e colocam em prática uma cultura de boa educação, ele diz que no passado muitos países temiam os rankings internacionais de comparação e que alguns líderes se preocupavam mais com o impacto negativo das pesquisas na mídia, deixando de lado a oportunidade de introduzir novas políticas a partir dos resultados.
          Dez anos atrás, no entanto, quando pesquisas do tipo começaram a ser divulgadas sistematicamente, esta cultura mudou, avalia Barber.
"A Alemanha, por exemplo, se viu muito mais abaixo nos primeiros rankings Pisa [sistema de avaliação europeu] do que esperava. O resultado foi um profundo debate nacional sobre o sistema educacional, sérias análises das falhas e aí políticas novas em resposta aos desafios que foram identificados. Uma década depois, o progresso da Alemanha rumo ao topo dos rankings é visível para todos".
No ranking da EIU-Person, por exemplo, os alemães figuram em 15º lugar. Em comparação, a Grã-Bretanha fica em 6º, seguida da Holanda, Nova Zelândia, Suíça, Canadá, Irlanda, Dinamarca, Austrália e Polônia.

                                     Cultura e impactos econômicos

Tidas como "super potências" da educação, a Finlândia e a Coreia do Sul dominam o ranking, e na sequência figura uma lista de destaques asiáticos, como Hong Kong, Japão e Cingapura.
Alemanha, Estados Unidos e França estão em grupo intermediário, e Brasil, México e Indonésia integram os mais baixos.
O ranking é baseado em testes efetuados em áreas como matemática, ciências e habilidades linguísticas a cada três ou quatro anos, e por isso apresentam um cenário com um atraso estatístico frente à realidade atual.
Mas o objetivo é fornecer uma visão multidimensional do desempenho escolar nessas nações, e criar um banco de dados que a Pearson chama de "Curva do Aprendizado".
Ao analisar os sistemas educacionais bem-sucedidos, o estudo concluiu que investimentos são importantes, mas não tanto quanto manter uma verdadeira "cultura" nacional de aprendizado, que valoriza professores, escolas e a educação como um todo.
Daí o alto desempenho das nações asiáticas no ranking.
Nesses países o estudo tem um distinto grau de importância na sociedade e as expectativas que os pais têm dos filhos são muito altas.
Comparando a Finlândia e a Coreia do Sul, por exemplo, vê-se enormes diferenças entre os dois países, mas um "valor moral" concedido à educação muito parecido.
O relatório destaca ainda a importância de empregar professores de alta qualidade, a necessidade de encontrar maneiras de recrutá-los e o pagamento de bons salários.
         Há ainda menções às consequências econômicas diretas dos sistemas educacionais de alto e baixo desempenho, sobretudo em uma economia globalizada baseada em habilidades profissionais.

Ranking:
Finlândia
Coreia do Sul
Hong Kong
Japão
Cingapura
Grã-Bretanha
Holanda
Nova Zelândia
Suíça
Canadá
Irlanda
Dinamarca
Austrália
Polônia
Alemanha
Bélgica
Estados Unidos
Hungria
Eslováquia
Rússia
Suécia
República Tcheca
Áustria
Itália
França
Noruega
Portugal
Espanha
Israel
Bulgária
Grécia
Romênia
Chile
Turquia
Argentina
Colômbia
Tailândia
México
Brasil
Indonésia

Pietra Siste da Silva 9º ano A

Fontes:Brasil Escola - Educação no Brasil
Ranking Educação

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Crise da Islândia

 Falência total
Poucos de nós sabem, mas em meados de 2008 ocorreram uma grave crise na Islândia, quando o governo islandês decidiu nacionalizar os três maiores bancos – Kaupthing, Landsbanki e Glitnir – sendo seus principais clientes britânicos, americanos, e norte-americanos.  
Com isso sua moeda e a bolsa sofreram uma grave queda com mais de 70% em suas atividades e o país foi a falência e para amenizar os problemas o fundo monetário internacional (FMI) injetou 2.1 bilhões de dólares e os países nórdicos ajudaram com mais de 2.5 bilhões de euros.
Começo de uma revolução (sem armas)
Enquanto seus dirigentes e banqueiros procuravam formas de solucionar tais problemas de solucionar tais problemas, o povo islandês tomou as ruas, dia após dia. Com tanta pressão que o primeiro-ministro conservador Geir H. Haarde e o governo em bloco renunciaram ao cargo.
Com isso Johanna Sigurdardottir, nova primeira-ministra, assumiu sua posição na eleição antecipada, exigida pelo povo.
´´ Ao longo de 2009, a economia islandesa continuou em situação precária ( fechando o ano com uma queda de 7% do PIB) apesar disso, o Parlamento propôs pagar a divida de 3.5 bilhoes de euros á Grã-Betanha e Holanda, um montante a ser pago mensalmente pelas famílias islandesas durante 15 anos com juros de 5,5%.``
Com tal noticia os islandeses voltaram às ruas para uma reavaliação. Com isso, em 2010 houve uma nova eleição onde 93% do povo se recusam a pagar pelos juros.
Tentaram mudar o acordo, mas vendo que eles estavam irredutíveis o presidente resolveu chama-los para votar em referendo.
Com tantos erros o governo da coligação abriu uma investigação para resolver as responsabilidades legais sobre a crise.
´´Entretanto, a Interpol, tinha emitido um mandado internacional de captura contra o presidente do Parlamento, Sigurdur Einarsson. Esta situação levou os banqueiros e executivos, assustados, a deixar o país em massa. ``
(Disponível Futuramente na Revista)


9º ano B
Larissa Alanis de Andrade 
Julya Karoline
Suélen de Almeida 

Rayssa Oliveira 

Resumo da Pesquisa - Tema:Legalização das Drogas

     A legalização reduziria drasticamente o preço das drogas, ao acabar com os altíssimos custos de produção e intermediação que a proibição implica. Isto significa que muita gente que é viciada nestas substâncias não teria que roubar ou prostituir-se com o fim de custear o atual preço inflacionado destas substancias.
    Em uma sociedade onde as drogas são legais, o número de vítimas inocentes produzidas pelo consumo e venda de entorpecentes seria reduzido substancialmente. Grande quantidade de pessoas que nunca consumo, iram essas substâncias ou que não estão relacionadas com essa atividade se veem prejudicadas ou perdem a vida devido as “externalidades” da guerra contra as drogas: violência urbana, abusos, policiais, confiscos de propriedades, revistas e buscas equivocadas, entre muitos outros casos.
    A legalização das drogas é um assunto muito polêmico, pois tem muitas opiniões diferentes e vários pontos de vista.

Fonte:10 Razões para Legalizar as Drogas





Paulo Ricardo Pantoja do Nascimento 9º ano A

PROJETO ONG PAS (PROJETO ADOTE SUZANO)

     Nonprofit and ONG PAS (Projeto Adote Suzano) acts in defense of Suzano-SP animals and region, the group was formed in the union of several guards who for years worked in the rescue and adoption of animals and decided to open the ONG to face this issue in a more comprehensive manner.
The work aims to rescue, care for and forward for adoption animals in risk and abandonment situation, promoting adoption campaigns, working in public policies for the protection of animal rights.
    The work in the entirely voluntary and open to all who want to participate, the cost of veterinary and food are borne through such as raffles and bazaar, but also receiving food donations, used newspapers, blankets, used towels, houses, little beds, medicines and collars.

EXPERIENCE IN THE ONG
    The group attended the ONG Peace on 28 and 29 March at Suzano Shopping, everyone loved the experience.
    There we sell raffle tickets to help NGOs take care of the animals, feed them with food and water, exchanged their papers when they were “droppings”, and the best part was to caring for those puppies and kittens as needy.
   The feeling of everyone in the group to engage in volunteer work was of great satisfaction and pride, a great experience in helping people and animals, enjoyed and would like to return and continue to help, as we realize the importance of helping others. You also realize that volunteering is not well recognized, as many think it to be just an animal does not need help.
   After that experience we have the open mind on the issue of volunteer work before not give a damn, today we see the importance of it to the next, not to mention the love and attachment we had with the dogs of the ONG.




PROFESSORA: ELISABETE NERES
ALUNOS:                                                                                                    3°B
JÉSSICA CRISTINA
KAIQUE FERNANDES  
LETICIA ALVES    
MARIA EDUARDA DE BONA
MARINA GIRARDI    
OHANA DUARTE   
PAULA SOUSA 
PAULO H. DUARTE 
REBEKA SOUZA 
SUELLEN OLIVEIRA 
WESLEY TONIATE  

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A má alimentação do século XXI

     A obesidade é um problema que já virou epidemia no século XXI , é algo tão grave que atualmente vem se transformado  em caso de saúde pública. Fora os fatores genéticos , a qualidade da alimentação interfere muito nesse problema.
     Segundo estudos da (HME) Instituto de Métrica e Avaliação para a Saúde, de Washington, no mundo há cerca de 2,1 bilhões de pessoas obesas e/ou com sobrepeso , o que representa cerca de 30% da população mundial.
     Em todo há prós e contras , e na alimentação não é diferente , o bom da alimentação do século XXI é que a maior parte da população come fartamente , mas infelizmente a população se alimenta de uma forma muito errada.
     Abandonaram os bons hábitos alimentares para se adequarem a correria do dia-a-dia , fast foods aparentam ser sempre a melhor opção para atender as necessidades de uma vida sem muito tempo para as coisas.
    Mas talvez , a melhor opção para isso seria se adequar à essa correria , “criar” seu próprio tempo para as coisas. Levar a marmita de casa , leva uma fruta , um iogurte ou algo do tipo para comer de 3 em 3 horas após o café da manhã , o almoço e o jantar é ideal após a refeição padrão , optar por lanches  que saciam , são a melhor escolha. O isopor temperado (salgadinho) , doces , salgadinhos fritos e todo e qualquer  tipo de guloseimas , só estimulam a compulsividade . Fazer substituições  sempre que der , trocar o conforto do carro , por uma caminhada, corrida  ou até mesmo  andar de bicicleta são escolhas que só tendem a fazer bem para a saúde das pessoas .




·       Conclusão

     Concluímos que no século passado , as pessoas morriam por fome . e no século em que estamos as pessoas estão morrendo pelo fato de comerem , mas de uma maneira inadequada.
Percebemos que as pessoas tem uma vida corrida e por esse fato acabam se alimentando por  meios mais fáceis   , aquela famosa barraca de lanche perto do serviço por exemplo>
     Além das doenças causadas pela obesidade como hipertensão , diabetes ,  doenças cardíacas, problemas nas articulações, dificuldades respiratórias entre outras... A forma como comemos , sempre muito rápido , sem nunca ter tempo suficiente para sentar a mesa e fazer uma refeição em família . Estamos  perdendo o hábito de reuni lá a mesa para um café  da manhã , um almoço ou até um jantar juntos. 

    Valores tão simples que deixamos se perderem ao longo do tempo .
Portanto , achamos que a melhor opção para este mal , seria pararmos de ser sedentários , uma caminhada daqui ali , uma substituição de um doce por uma fruta , troca que lá na frente veremos os melhores resultados .
(Disponível Futuramente na revista)


9º B
Beatriz Abreu
Kauê Abreu
Ricardo Jalladares
Vinicius Guimarães

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Resumo da Pesquisa - Tema: Drogas Ilícitas


As drogas ilícitas são substâncias proibidas de serem produzidas, comercializadas e consumidas.
São drogas ilícitas: maconha, cocaína, Crack, Ecstasy, LSD, inalantes, heroína, barbitúricos, morfina, skank, chá de cogumelo, anfetaminas, clorofórmio, ópio e outras. 
É importante esclarecer que a dependência das drogas é tratável, ou seja, através do auxílio médico e familiar uma pessoa pode deixar o vício e voltar a ter uma vida normal sem que necessite depositar substâncias que criam falsas necessidades no organismo.
As drogas , além de risco imediato a saúde do organismo, quando consumidas frequentemente podem gerar dependência e destruir a vida do usuário.
Em Janeiro de 2012, o governo comprometeu-se em liberar 4 bilhões de reais ate 2014 para combate as drogas.
Mas alem disso, segunda a Política Federal, parte das armas e drogas chega pelo mar, A maior parte da cocaína vem da Colômbia, e boa parte da maconha vem do Paraguai.
Conclusão
As drogas são proibidas, mas os usuários sempre dão um jeito de objetos, mesmo prejudicando a si mesmo, mexe com os familiares, mas principalmente o próprio usuário.
O Brasil continua lutando para não ser permitida, porque prejudica muito a saúde, mas e difícil.
O tráfico esta muito grande, mas temos que continuar lutando para acabar, a força da família é muito importante porque a DROGA é uma DROGA.

Robson Samuel  9º C





Fonte:Brasil Escola- Drogas Ilícitas  

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Entrevista com a Professora Márcia Higajo Koyama (Ciências)


1.     Há quantos anos a senhora leciona? Onde?

São 33 anos na rede estadual - EE Batista Renzi e 23 anos na rede particular – Colégio Objetivo Suzano. Me aposentei faz 4 anos e não me permiti distanciar dessa atividade que exerço com tanto carinho e dedicação. Sendo assim concursei e me efetivei novamente. Para minha surpresa existia um cargo disponível no meu querido Batista, lugar este que considero uma extensão da minha casa. Adorei!



      2.    Por que a senhora escolheu essa profissão?

Quando cursava a Faculdade de Biologia, eu pretendia me profissionalizar em áreas relacionadas a pesquisas. Porém, durante o estágio, tive a oportunidade de ter um contato direto com os alunos e me identifiquei totalmente com toda aquela dinâmica de sala de aula e hoje tenho certeza absoluta de que fiz a escolha certa!


3.    Como a senhora define seu método de ensino? Dinâmico, teórico...

Acho muito importante a aplicação de vários métodos de ensino, e que devam ser aplicados de acordo com os objetivos pedagógicos, da dinâmica da sala, do tempo. Com turmas mais agitadas e falantes acho interessante propor debates porque alunos com esse perfil gostam de participar e dão contribuições significativas para discussão. As aulas práticas são aguardadas com muita ansiedade porque despertam a curiosidade, o interesse e a vontade de aprender coisas diferentes, além de facilitar a fixação do conteúdo e transformar o aluno em um agente capaz de investigar e questionar o mundo a sua volta por meio da experimentação.


4.    Há grande diferença de desempenho entre alunos da escola particular e estadual?

Não há grande diferença. Nos dois lugares há alunos muito dedicados e outros nem tanto, o desempenho depende dessa dedicação, ou não, aos estudos.


     5.   Com qual faixa etária é mais difícil de se lidar em sala de aula e por quê?

Não é a faixa etária a principal razão que dificulta o profissional em ministrar uma boa aula, e sim a indisciplina. Para que esse problema seja sanado, eu procuro deixar bem claro, na primeira semana de aula, minha metodologia de trabalho. Algumas regras são estabelecidas para o bom andamento das aulas. Essas regras são minuciosamente analisadas, discutidas e finalmente aceitas pelos alunos, pois eles entendem que o seu cumprimento favorece o aprendizado. Não é aconselhável impormos regras e sim nos dispor ao diálogo. A autoridade é algo que se constrói. Ter autoridade não é o mesmo que ser autoritário. Respeitar para ser respeitado, sempre!!!


6.    Quais foram as principais mudanças na educação desde o início até a fase atual de sua carreira?

No início da minha carreira, a quantidade de recursos era bem inferior, mesmo assim, a qualidade do ensino e do aprendizado apresentava resultados muito positivos. Não é novidade citarmos algumas mudanças que ocorreram ao longo do tempo em relação ao comportamento dos alunos, falta de interesse pelo conteúdo, desrespeito pelos professores, bullying, violência. Porém, acredito que toda essa situação deva provocar no professor mudanças de paradigmas para que possamos acompanhar esse novo tempo. Convivo com profissionais realmente interessados em fazer uma educação de qualidade. São professores que se fazem respeitar pela competência, pela capacidade de dialogar, inspirar, pela arte de transmitir saber e por serem capazes de ouvir e discutir.      


7.    Quais foram as principais dificuldades no início de sua carreira?

Eu iniciei a minha carreira em 1982. Lecionava em quatro escolas, duas em Itaquaquecetuba e duas em Suzano. Me recordo do transtorno que era chegar nas unidades escolares no horário previsto. Pensei, pensei, pensei... e não me lembrei de mais nenhuma dificuldade.


8.     A senhora se orgulha de ser professora e por quê?
Apesar das dificuldades, apesar da falta de valorização profissional, apesar de ouvir repetidas vezes que não adianta lutar porque as coisas são assim e não vão mudar, apesar de tudo isso, tenho muito orgulho de ser professora! Poder contribuir para que meus alunos tenham um crescimento pessoal e profissional é motivo de muita felicidade. Encontrar um ex-aluno, (alguns com cabelos brancos) receber um abraço carinhoso, comemorar um reencontro me faz concluir que de alguma forma eu compartilhei o que sei e que isso foi valorizado. Eu me divirto dando aulas. Acredito no que faço, acredito muito nos meus alunos. No potencial que cada um deles tem de transformar a sua própria realidade. No esforço de cada um!

9.     A respeito do Projeto “Prevenção também se ensina” e tratando do tema “Gravidez na Adolescência” (Bebê-ovo); qual o aprendizado mais importante adquirido pelos alunos?

O objetivo do projeto é trabalhar com o grupo questões relacionadas à maternidade e a paternidade precoce e com as responsabilidades de suas ações. O objetivo, no entanto, transcendeu o esperado e, ao final do projeto, os alunos não só tiveram consciência das dificuldades que uma gravidez indesejada pode provocar, como também passaram a valorizar mais seus pais. Através de depoimentos, eles expressaram seu amor e gratidão. Por meio de relatos, que envolveram também os sentimentos em relação ao Bebê-ovo e as dificuldades em cuidar de algo tão frágil, os alunos puderam entender como seria ter um filho na adolescência, fase em que a pessoa ainda não está preparada para assumir as responsabilidades que uma criança exige, tanto financeira quanto psicologicamente.


     10.    Já houve algo inusitado durante a aplicação do projeto?
Me recordo com muita emoção da atitude de uma aluna quando em um determinado dia, por uma distração, deixou o Bebê- ovo cair ficando todo despedaçado no chão da sala. A aluna, muito irritada limpou e com muita agressividade jogou o que restou do bebê-ovo na lixeira. Aos poucos, toda agressividade foi se transformando em remorso, tristeza e sentimento de culpa. Aos prantos, ela voltou à lixeira e recolheu os pedaços descartados. No dia seguinte, o Bebê-ovo foi apresentado todo envolvido em esparadrapos, só com os olhinhos a mostra. Foi lindo!!!!!!!

Estou muito lisonjeada em ter sido convidada para esta entrevista. Ao responder as questões pude perceber o quanto devo agradecer a Deus por tudo que ele me proporcionou durante esses 33 anos de carreira. Estar convivendo com jovens que são os protagonistas nessa missão chamada Educação me faz concluir que a minha vida profissional foi sempre uma constante transformação e isso eu devo a cada um de vocês.
(Disponível Futuramente na Revista)


9º ano A 

André Monteiro Gomes
Lilian Yuki Nagayassu
Pietra Siste da Silva
Rafael Rodrigues Godoy dos Santos
Vinicius Riogi Lanzi